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SP conta com mobilização pelo Dia Mundial Sem Tabaco nesta sexta (31)


Fonte: Governo do Estado de São Paulo (31 de maio de 2019 )

Nesta sexta-feira (31), o Instituto Lado a Lado pela Vida (LAL) promove, em parceria com a ViaMobilidade, responsável pela operação da Linha 5-Lilás, do Metrô, uma mobilização na estação AACD-Servidor para conscientizar a população sobre os malefícios causados pelo cigarro.

 

A ação ocorre por ocasião do Dia Mundial Sem Tabaco, data instituída em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com objetivo de alertar sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo. Estudos mostram que o hábito de fumar é um fator de risco para cerca 50 doenças diferentes, com responsabilidade em:

 

– 25% das mortes por doença coronariana (angina e infarto do miocárdio);
– 45% das mortes por infarto na faixa etária abaixo de 65 anos;
– 85% das mortes por bronquite crônica e enfisema pulmonar;
– 25% das doenças vasculares (entre elas, o AVC);
– 90% dos casos de câncer no pulmão;
– 30% das mortes decorrentes de outros tipos de câncer (boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo de útero, leucemia).

 

Incidência

De acordo com a OMS, a incidência global do câncer de pulmão pode chegar a 1,8 milhão de novos casos por ano, sendo o tumor que mais mata no mundo, com 1,6 milhão de óbitos.

 

Desse modo, a ação de conscientização do Instituto Lado a Lado pela Vida busca impactar as pessoas ao instalar um pulmão inflável gigante no local, além de contar com a presença de uma equipe composta por cinco enfermeiros que abordará os pedestres, distribuindo material informativo e com orientações sobre o tema.

 

“O câncer de pulmão é o segundo tipo de neoplasia mais comum entre os homens brasileiros e o quarto entre as mulheres”, ressalta Marlene Oliveira, presidente e fundadora do LAL.

 

“Infelizmente, a maioria da população não está familiarizada com o assunto e não se preocupa em realizar exames periódicos para detecção da doença, que age silenciosamente e pode ser fatal”, acrescenta.

 

Informação

Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, 76% dos entrevistados nunca falaram com o médico sobre câncer de pulmão e 61% da população não se consideram bem informados sobre a doença. A alta incidência também foi comprovada pela pesquisa: três em cada dez brasileiros disseram conhecer alguém que tem ou teve câncer de pulmão.

 

Além disso, a incidência vem aumentando a cada ano entre indivíduos não fumantes. “Hoje, 20% dos casos registrados são diagnosticados em indivíduos que nunca fumaram, sendo que, na década de 1990, esse índice variava entre 5% e 8%”, afirma Marlene Oliveira.

 

Há dois anos, o LAL realiza a campanha Respire Agosto – mês de conscientização sobre câncer de pulmão, quando são elaboradas ações de impacto para convidar a população a cuidar do órgão. Neste ano, as ações para disseminação de informações começarão mais cedo, aproveitando a lembrança do Dia Mundial sem Tabaco.

 

Câncer de pulmão

As causas da doença variam entre as pessoas, mas estão relacionadas ao tabagismo, estilo de vida, excesso de exposição à poluição do ar, histórico familiar e até mesmo fatores genéticos. O paciente que apresenta sintomas constantes, como tosse, falta de ar, dor no peito, cansaço e rouquidão, ou que tenha histórico familiar deve procurar um médico e solicitar o diagnóstico.

 

Segundo Fernando Santini, oncologista e membro do comitê científico do Instituto Lado a Lado pela Vida, o rastreamento é indicado para indivíduos com risco elevado, ou seja, homens e mulheres com idade maior ou igual a 50 anos que tenham histórico elevado de tabagismo com ou sem fator de risco adicional.

 

“Consideramos o número de maços de cigarro fumados por dia multiplicado pelo número de anos de tabagismo”, explica o médico. O exame indicado para rastrear tumores no pulmão é a Tomografia Computadorizada de Tórax, procedimento rápido, indolor, que não necessita de preparo e nem utiliza contraste oral ou endovenoso.

 

Diagnóstico

O diagnóstico precoce é o principal indicador para a escolha do tratamento e para o sucesso da terapêutica empregada. “Hoje, o paciente pode ser submetido à análise do genoma do tumor, que identificará o tipo e as terapias que se adequam ao caso. Os estágios iniciais apresentarão mais resultados positivos no combate ao tumor”, enfatiza o oncologista Fernando Santini.

 

Para tratar a doença, estão disponíveis no país terapias como quimioterapia, radioterapia, cirurgia, remoção por radiofrequência, terapia-alvo e a imunoterapia.


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