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Baixada Santista acompanha crescimento do emprego no Brasil


Fonte: A Tribuna (28 de maio de 2019 )
Construção civil puxou o número de novas vagas para cima, com saldo positivo de 702 empregos (Luigi Bongiovanni – 7/11/14)

A Baixada Santista acompanhou o crescimento nacional do emprego com carteira assinada, mas não no mesmo ritmo. Em nível nacional, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), vinculado ao Ministério da Economia, revelou o melhor resultado para um mês de abril desde 2013. Na região, o resultado também foi positivo. Porém, inferior ao de abril do ano passado.

 

Juntas, as nove cidades locais tiveram saldo favorável de 170 contratações, isto é, admitiram mais trabalhadores com registro do que dispensaram, ante 326 em abril de 2018. A construção civil puxou o número para cima (702 vagas criadas), enquanto o setor de serviços foi no sentido contrário (687 postos eliminados).

 

Os dados positivos de abril não foram suficientes para reverter a queda do emprego formal na Baixada, que fechou o quadrimestre no vermelho: 959 postos a menos. Entretanto, é um cenário menos pior que o de janeiro e abril do ano passado, quando o mercado de trabalho com carteira perdeu 1.442 lugares.

Análise

Economista formada pela Universidade Católica de Santos (UniSantos) e professora universitária, Karla Simionato avalia que os extremos do emprego – construção em alta e serviços em baixa – têm a ver com cortes no setor portuário e a vocação turística da região.

 

“No momento em que há uma crise nacional, as pessoas gastam menos com turismo. Muitas vezes, não se contratam alguns serviços nesse setor, e há diminuição. Porém, a informalidade dos serviços cresceu bastante, com pessoas fazendo biquinhos para gerar renda”, analisa Karla.

A economista crê em crescimento no próximo semestre, pois a região “sempre melhora bastante” com a retomada da atividade turística e, por isso, “os serviços tendem a crescer”.

 

Cidades e Setores 

Três cidades tiveram saldo positivo de emprego formal em abril, de acordo com o Caged: Cubatão (261 vagas), Praia Grande (206) e São Vicente (96). O pior resultado foi o de Santos, com 195 postos fechados.

 

Considerados os quatro primeiros meses do ano, Cubatão também lidera (536 postos), seguida por Praia Grande (379) e Mongaguá (31). Nos demais municípios, saldo negativo, sobretudo em Guarujá (-791).

Também de janeiro a abril, os setores que mais empregaram foram os de construção civil (1.674 contratações a mais do que demissões), indústria de transformação (129) e administração pública (111).

 

Tiveram os piores saldos regionais de emprego os segmentos de comércio (1.688 vagas fechadas) e serviços (1.123).


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