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Marinha do Brasil negocia contratos para projeto das Corvetas Classe Tamandaré


Fonte: Portos e Navios (30 de abril de 2019 )

No último dia 2 de abril, durante a LAAD 2019, a Marinha do Brasil (MB) e o consórcio Águas Azuis realizaram à assinatura de contrato, confirmando assim a seleção do consórcio para a construção de quatro corvetas avançadas de combate multiuso. Após as assinaturas feitas, iniciaram-se as negociações para o contrato principal.

 

O contrato entre a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgeprom) e o consórcio cobrirá a transferência de tecnologia (ToT), o apoio logístico integrado (ILS) e os contratos de compensação que deverão ser assinados antes do final deste ano.

 

Orçado em R$ 6,4 bilhões (US$ 1,6 bilhão), o projeto Corveta Classe Tamandaré (CCT) faz parte da construção estratégica do serviço do programa ‘Naval Power Core’, que inclui também o desenvolvimento e aquisição de submarinos, fragatas, navio de apoio logístico, navios de patrulha e um porta-aviões.

 

O consórcio Águas Azuis, formado pela alemã ThyssenKrupp Marine Systems (TKMS) e as brasileiras Embraer Defesa & Segurança e Atech, foi selecionado para fornecer quatro corvetas CCT, após análise das melhores ofertas finais (BAFOs), que foram enviados pelos quatro consórcios participantes em 8 de março. A Marinha havia emitido o pedido das propostas em dezembro de 2017.

 

O Brasil pretende encomendar quatro corvetas: Tamandaré (V35), Jerônimo de Albuquerque (V36), Cunha Moreira (V37) e Mariz e Barros (V38) entre 2024 e 2028. A Emgeprom e a Diretoria de Gestão do Programa da Marinha (DGePEM) assinaram um acordo de cooperação técnica e apoio mútuo com o objetivo de adquirir-se navios com deslocamento máximo de 4.000 toneladas.

 

A contratação da estrutura de gerenciamento do ciclo de vida dos navios, incluindo a manutenção pós-venda, será negociada separadamente pela Marinha. Espera-se que a frota futura modernizada desempenhe um papel importante na proteção da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) de 3,5 milhões de quilômetros quadrados do Brasil.

 

O Brasil está buscando alcançar 41% de nacionalização para o projeto CCT. O consórcio e seus subcontratados – Atlas Elektronik, Estaleiro Oceana e L-3 MAPPS – já identificaram 53 empresas brasileiras para trabalhar no projeto.


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