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Não existe estatal eficiente, diz secretário de privatização


Fonte: Exame (25 de abril de 2019 )
Salim Mattar, secretário de Privatizações do governo Bolsonaro (Bruno Namorato/ SM2/Divulgação)

Não existe uma estatal que seja eficiente, diz o Secretário Especial de Desestatização e Desinvestimento do Ministério da Economia, Salim Mattar: “Se é eficiente, não precisa de monopólio. Se precisa de monopólio, não é eficiente”, afirmou nesta terça-feira, 23, no evento Itaú Macro Vision, realizado em São Paulo.

 

A meta do secretário para o ano é concluir privatizações no valor de 20 bilhões de dólares. Desses, já foram arrecadados 60%, ou 12,1 bilhões de dólares em privatizações, concessões e desinvestimentos.

 

Do total arrecadado, segundo o secretário, 9,6 bilhões de dólares foram em privatizações, 1,9 bilhão de dólares com concessões e 600 milhões de dólares em desinvestimentos.

 

“Quando olhamos para os ativos que o Estado tem, notamos um país rico com cidadãos pobres”, disse

A União tem 743 mil imóveis mapeados, segundo o secretário. Quando sua gestão dentro do ministério da Economia começou, havia 730 mil.

 

Ele explicou a aparente contradição dentro de um governo comprometido com a desestatização: “O número aumentou porque conseguimos mapear ativos que não estavam registrados. Não conhecemos todos ainda. Não sei se existe mais mil imóveis por aí”

 

O secretário entende, no entanto, que, agora, o foco não são as privatizações. As atenções do governo se voltam para a aprovação da reforma da Previdência, que tem hoje um dia decisivo na CCJ da Câmara.

 

Depois, segundo ele, vem a cessão onerosa, “já nos finalmentes (sic) e que trará algo como 120 bilhões de reais pro governo. Parte disso irá para desafogar os estados”.

 

O número supera a previsão dada na semana passada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele disse que o leilão de excedente da área petrolífera da cessão onerosa teria um bônus de assinatura de 106 bilhões de reais.

 

O secretário disse que o terceiro lugar na lista de prioridades, depois da Previdência e da cessão onerosa, é a capitalização da Eletrobras.

 

“A Eletrobras precisa de 10 a 14 bilhões por ano pra fazer investimentos necessários, e está investindo algo em torno de 4 bilhões nesse ano”, afirma.


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