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Vagas na Baixada Santista contam com maior avanço em 5 anos


Fonte: A Tribuna (28 de março de 2019 )
Construção civil foi o segundo setor em admissões: perdeu para serviços, com mão de obra mais barata (Carlos Nogueira/ AT)

O emprego formal na Baixada Santista registrou números positivos, pela primeira vez em cinco anos, para um mês de fevereiro. O saldo de contratações e demissões foi de 741 vagas. O resultado na região acompanha o do País, também positivo.

 

Santos teve o melhor resultado: 465 postos de trabalho com carteira assinada. Praia Grande, com 175, ficou em segundo lugar, seguida por São Vicente (97).

 

“Todas as outras cidades são dormitório. Santos é a locomotiva. Os prédios de escritórios, as sedes das empresas estão aqui. Eu posso morar em São Vicente, mas sou zelador em Santos”, explica Fabio Mossini, professor de Economia do curso de Administração da Universidade Metropolitana de Santos (Unimes).

 

Bertioga e Cubatão, com saldo negativo de 104 e 69, respectivamente, puxaram os números para baixo. Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), vinculado ao Ministério da Economia.

 

Setores

O setor de serviços foi o que mais contratou em fevereiro. Considerando-se apenas a microrregião de Santos (Bertioga, Cubatão, Guarujá, Praia Grande, Santos e São Vicente), o saldo é de 672 contratações. Em seguida, aparece a construção civil, com variação positiva de 217 vagas.

 

“Se a gente olhar a nossa região, não temos grandes obras acontecendo, a não ser a da Entrada da Cidade (de Santos). Indústria, também não vejo nada na região. Então, a gente cai em serviços, que são as escolas e faculdades, que estão tendo mais alunos, depois de anos de crise”, diz Mossini.

 

Ainda segundo o especialista em economia, isso acontece porque o setor de serviços é o que tem a mão de obra mais barata.

 

Com o fim da temporada, o comércio perdeu 204 postos nessas seis cidades somadas.

 

Avaliações

Apesar do saldo positivo em fevereiro, Fábio Mossini considera o resultado “tímido”. “É o resultado de um ano de 2018 ruim e de expectativa de eleição. (…) Ninguém, ainda,tem essa confiança de comprar ou de contratar”.

 

A também economista Karla Simionato, professora da Unaerp, é mais otimista. “Entendo que a economia está começando a reagir. Com o protocolo (trâmite) da reforma da Previdência, as pessoas estão investindo mais, acreditando mais na política e isso acaba revertendo na economia. Prova disso é que fevereiro não é mês de contratação, mas sim, de demissões. (…) Lá pelo meio do ano, podemos fazer uma análise mais precisa.”

 

No País

O Brasil criou 173.139 empregos com carteira assinada em fevereiro, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta semana pelo Ministério da Economia. Como na Baixada Santista, é o melhor desempenho para o mês desde 2014, quando foram abertas 260.823 vagas formais.


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