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Emitido primeiro certificado para sistema de propulsão auxiliar eólico


Fonte: Jornal da Economia do Mar (7 de março de 2019 )

Foi atribuído o primeiro certificado de design a um sistema de propulsão auxiliar eólico para um navio comercial, pela sociedade classificadora DNV GL, à solução Rotor Sail Norsepower Oy. O certificado foi emitido após uma avaliação de projecto da Rotor Sail de 30 metros por cinco metros da Norsepower, do qual foram instaladas duas unidades a bordo do navio-tanque Maersk Pelican.

 

Este certificado assegura que as embarcações que operam as velas Rotor da Norsepower são tecnicamente capazes de navegar com segurança e com sustentabilidade. O sistema já foi instalado em três embarcações e alcançou mais de 35 mil horas de operação, economizando combustível com potencial até 20%.

 

A vela do rotor Norsepower é uma actualização do design original da Flettner. Flettner, engendrada pelo engenheiro Anton Flettner em 1924, e consiste num rotor que usa o Efeito Magnus para propulsão. Ou seja, através de rotores eólicos, capta a energia do vento para auxiliar a propulsão a diesel do navio, sem interferir com as operações de carga e descarga, gerando força para agir em cima de um corpo girando em movimento através de uma corrente de ar, perpendicular à direcção de fluxo.

 

Construído com materiais compósitos leves e totalmente automatizado, o seu equipamento de controlo detecta sempre o vento, forte o suficiente para fornecer economia de combustível, quando o rotor arranca sozinho. É adequado a embarcações com alta utilização, espaço de convés aberto e rotas comerciais em áreas com condições de vento favoráveis.

 

A União Europeia prevê que até 2030 poderão ser instaladas cerca de 10.700 unidades de propulsão de vento em graneleiros e petroleiros. A International Windship Association enumera as sete categorias principais nas quais a tecnologias de propulsão eólica está disponível: hull form (vela macia), hard sail (algumas possuem painéis solares), flettner rotor (cilindros rotativos operados por motores de baixa potência), suction wings (Ventilação, Turbosail), kites (pipas dinâmicas ou passivas, fora da proa do navio para auxiliar a propulsão), turbinas (para gerar energia eléctrica) e soft sail.


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