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Rejeitos de barragem da Vale já atingiram 15 cidades de Minas


Fonte: O Tempo (26 de fevereiro de 2019 )

 

A lama de rejeitos da barragem I da mina Córrego do Feijão já atingiu 15 municípios de Minas Gerais e chegou a Papagaios, na região Central, a cerca de 250 quilômetros de Brumadinho, de acordo com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).

 

O rompimento da barragem se deu no dia 25 de janeiro e desde então o rio Paraopeba foi tomado pelos rejeitos. O Igam (Instituto Mineiro de Gestão de Águas) monitora atualmente 11 pontos na calha do Paraopeba e utiliza informações de mais seis pontos monitorados pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e do Serviço Geológico do Brasil (CPRM).

 

“O objetivo da rede (de monitoramento) é integrar os dados gerados por estas instituições para garantir maior abrangência na avaliação e transparência dos impactos gerados pelo rompimento da barragem no Ribeirão Ferro e Carvão e no rio Paraopeba”, informou a Semad.

 

Segundo a Semad, o monitoramento é diário e os sedimentos podem atingir a represa de Três Marias, porém isso ainda não aconteceu e não se sabe se irá ocorrer. A expectativa é que ao longo do tempo o sedimento mais grosso fique retido no reservatório de Retiro Baixo.

 

“A Vale está elaborando, com equipe terceirizada e com a supervisão dos órgãos ambientais e de gestão de recursos hídricos, um estudo detalhado. A partir da avaliação desse estudo, será possível para os órgãos ambientais entender melhor a dinâmica do transporte de sedimentos na calha do Rio Paraopeba. A previsão de término desse estudo é para o final do mês de maio”, informou a Semad.

 

Ainda segundo a Semad, para parar o avanço da lama, a Vale está propondo medidas de contenção que estão sendo avaliadas pelos órgãos do Estado. À medida em que as propostas são aprovadas, a empresa instala essas estruturas de contenção.

 

Por meio de nota, a Vale informou que  estabeleceu um plano de monitoramento da qualidade de água e sedimentos partir de coletas diárias de amostras em 48 pontos nas bacias dos rios Paraopeba e São Francisco.

 

“O plano apresentado ao Ministério Público e aos órgãos ambientais prevê a construção de diques no entorno da estrutura rompida; a dragagem de sedimentos mais grossos e pesados, que serão recolhidos e dispostos em locais adequados; e a instalação de barreiras antiturbidez (membranas) ao longo do rio Paraopeba. Atualmente, encontram-se em operação cinco barreiras antiturbidez, sendo três delas na região de Pará de Minas e duas na região entre Betim e Juatuba”, concluiu a empresa.

 

Veja a lista das cidades já atingidas:

Brumadinho

Mário Campos

São Joaquim de Bicas

Betim

Igarapé

Juatuba

Esmeraldas

Florestal

Pará de Minas

São José da Varginha

Fortuna de Minas

Pequi

Maravilhas

Paraopeba

Papagaios


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