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Empresas exportadoras transferem produção


Fonte: Valor Econômico (25 de fevereiro de 2019 )

Produtores de bens chineses para exportação aos Estados Unidos têm transferido parte da produção a outros países para o caso de haver uma escalada na guerra comercial entre Washington.

 

O governo americano pretende elevar as tarifas sobre exportações chinesas, de US$ 200 bilhões aos EUA, de 10% para 25%. Fontes que trabalham em comércio exterior na Ásia contatadas pelo “Financial Times” disseram que os importadores dos EUA vêm mudando seu comportamento de compras, por temer um aumento do alcance das tarifas do presidente Donald Trump.

 

Algumas empresas começaram a transferir produção para fora da China, enquanto que os que têm fábricas só no país registraram uma mudança no tipo de encomendas – passaram a ser menores e mais frequentes, num sinal de que os importadores tentam minimizar impactos de possível aumento das tarifas.

 

William Kong, gerente de análises do centro de estudos Fung Business Intelligence, uma subsidiária do Fung Group, que conta com o Walmart entre seus clientes, disse ter tomado conhecimento de que as encomendas dos EUA estão menores e que os compradores passaram a querer prazos mais curtos para as remessas. “Eles não querem fazer encomendas que levem de seis meses a um ano para enviar porque nunca se sabe se vai haver mudanças nas tarifas”, destacou.

 

Na semana passada, Liu He, vice-primeiro-ministro da China, viajou aos EUA para retomar as negociações com o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin. A rodada anterior de conversas entre ministros, na semana retrasada, em Pequim, acabou sem avanços.

 

A mudança de padrão nas encomendas “bagunçou a linha de produção” e aumentou os custos, segundo Jimmy Ng, representante do setor industrial no Conselho Legislativo de Hong Kong. “Antes, os produtores recebiam quatro ou cinco encomendas por ano, mas agora precisam lidar com um número muito maior de encomendas menores, o que é menos previsível”, explicou.

 

Trump prometeu reduzir o déficit comercial dos EUA com a China, mas a diferença vem aumentando desde que as primeiras tarifas foram impostas, em março de 2018. O déficit comercial dos EUA com a China de bens aumentou para US$ 382 bilhões nos primeiros 11 meses de 2018, em comparação aos US$ 344,8 bilhões registrados no mesmo período de 2017, segundo dados do US Census Bureau, que faz parte do Departamento de Comércio americano.

 

O valor das importações americanas provenientes da China subiu de US$ 461 bilhões nos primeiros 11 meses de 2017 para US$ 493,5 bilhões no mesmo período de 2018, uma vez que muitos compradores anteciparam encomendas para garantir as mercadorias diante das ameaças de aumento nas tarifas.

 

Os importadores dos EUA vêm pedindo até a fabricantes de itens fora da lista de tarifas do governo Trump para que forneçam alternativas a suas fábricas na China.

 

Dominic Tam, executivo-chefe da fabricante de brinquedos Combine Will Industrial, que vende 30% de seus bens nos EUA, disse que as empresas do setor vêm sendo pressionadas pelos clientes nos EUA para que montem fábricas fora da China, por temerem que as tarifas sejam estendidas a mais produtos.

 

Isso levou algumas empresas americanas a adotar a postura de “esperar para ver”, deixando-as pouco dispostas a investir em novas linhas de produtos até que haja mais clareza sobre a disputa comercial.

 

A Combine Will é uma das várias empresas de Hong Kong que abriram instalações produtivas em outros países do Sudeste Asiático para limitar os impactos da guerra comercial. Em novembro, a fabricante de brinquedos educativos VTech informou que, embora seus produtos não estejam na lista de tarifas, decidiu adquirir instalações na Malásia.

 

Em agosto, a Suga International, uma empresa que produz um aparelho para acompanhar os exercícios diários de animais de estimação, anunciou que investiu 20 milhões de dólares de Hong Kong (US$ 2,5 milhões) em uma fábrica no Vietnã.


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