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Apoio marítimo vai surfar na onda do setor de O&G, projeta ministro


Fonte: Portos e Navios (25 de fevereiro de 2019 )

 

Em agenda com empresários do setor de navegação na última sexta-feira (22), o  ministro de infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, projetou que o segmento de apoio marítimo vai ‘surfar na onda’ do setor de petróleo e gás a partir de uma retomada que está em curso. Ele lembrou que houve sete leilões nos últimos dois anos e meio, após mudanças nas regras envolvendo a participação da Petrobras nos blocos do regime de partilha, a manutenção do regime do Repetro e a flexibilização da política de conteúdo local.

 

O ministro destacou que o cronograma de novos certames também foi importante para atração de investimentos no setor de O&G. “Há um calendário nos leilões de partilha que serão preservados. Vamos continuar realizando, pelo menos, dois leilões (de partilha) até 2021 e temos hoje a negociação da cessão onerosa, que está andando bem. Tenho certeza que vai trazer grande impulso para o offshore e a indústria de apoio”, analisou.

 

Durante o encontro, que ocorreu na sede do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma) no Rio de Janeiro, o ministro ouviu algumas preocupações de agentes do setor em relação ao financiamento de embarcações. Freitas acredita que seja possível uma reflexão sobre o rearranjo financeiro, considerando a questão conjuntural que atingiu o setor de O&G nos últimos anos. “Aquelas soluções postas aqui, no que diz respeito a financiamento dessa indústria, são muito razoáveis e estão muito aderentes ao cenário que temos de curto prazo”, avaliou.

 

Sobre a questão das garantias exigidas na obtenção de crédito, o ministro disse apenas que as reivindicações do setor serão analisadas tecnicamente. “Vamos estudar todos pleitos que estão sendo feitos e vamos dar melhor endereçamento técnico para essas questões”, comentou. Freitas garantiu que o Fundo da Marinha Mercante (FMM) continuará a ser vetor de fomento para a indústria naval e não passará por mudanças em sua finalidade.

 

“Não tem mudança de concepção, o que vai acontecer é necessidade de ajustar contratos que já estão em andamento no que diz respeito ao período de carência e amortização para se adequar à situação conjuntural e ajustar esses pagamento de obrigações à perspectiva de retomada do setor, que será breve em função dos últimos leilões bem sucedidos de O&G”, afirmou.

 


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