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Porto do Itaqui quer dobrar exportação de grãos em 2020


Fonte: Portos e Navios (18 de fevereiro de 2019 )

 

O Porto do Itaqui foi o que mais exportou grãos em 2018 entre os portos do Arco Norte, atingindo a marca de 9,8 milhões de toneladas, o equivalente a cerca de 8% da produção do ano. O dado divulgado nesta semana pela Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq), associado às projeções de crescimento da safra de grãos em 2019, demonstra o potencial de expansão do porto público do Maranhão.

 

“Nossa expectativa é superar o bom desempenho da movimentação registrada em 2018 e consolidar o Itaqui como melhor opção para escoar a produção de grãos do corredor centro-norte do país”, afirma o presidente do Itaqui, Ted Lago.

 

A projeção é de que neste ano a produção de grãos supere a marca de 2018, chegando aos 234,1 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o que representa um crescimento de 2,7% (dados divulgados na terça-feira, 12). De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), serão 230,7 milhões de toneladas (1,9% mais do que o ano passado). E esta deve ser a segunda maior marca da série histórica, atrás apenas das 240,6 milhões de toneladas produzidas em 2017.

 

 

Em qualquer dos cenários, o Porto do Itaqui está preparado para atender o aumento da demanda de 2019 e dos próximos anos. “Com o início das obras da segunda fase do Tegram, vamos elevar a capacidade do Itaqui para 14 milhões de toneladas que, somadas a mais 4 milhões de toneladas do terminal da VLI, garantirá um volume mais do que suficiente para sustentar o crescimento esperado nos próximos anos”, afirma Lago. “Em paralelo, terá início em breve a obra de implantação do terminal de fertilizantes da COPI [Companhia Operadora Portuária], projetado para ser o mais moderno da América Latina. O modelo de parceria do porto público com o setor privado vem dando muito certo”, completa.

 

Em 2018, o Itaqui teve um aumento de 20% na movimentação de grãos em relação ao ano anterior. Só a soja foi responsável por 8,5 milhões de toneladas movimentadas, quase 40% maior que o volume de 2017. O resultado deve-se ao gerenciamento da produtividade, o que repercutiu na redução do tempo de espera dos navios, associado à supersafra de soja.

 

Os embarques da safra de grãos deste ano já começaram: o primeiro navio desatracou no início deste mês e outros seis (quatro do Tegram e dois da VLI) estão na programação até o dia 28.


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