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País produz 21 milhões de tonelada de celulose


Fonte: Valor Econômico (30 de janeiro de 2019 )

O ano de 2018 foi relevante para a indústria de celulose. A produção brasileira deve atingir no período o recorde de 21 milhões de toneladas, 7,5% acima de 2017 e o maior volume da série histórica da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), que começou em 2007. A produção recorde é completada por preços internacionais em patamares altos. Um cenário perfeito para os produtores brasileiros.

 

A perspectiva de produção recorde foi fornecida pela Ibá com exclusividade ao Valor e reflete o cenário atual do setor, no qual a demanda mundial permanece forte, os preços estão em patamares elevados e o Brasil terá, a partir de 2019, a maior produtora global de celulose de eucalipto, criada da fusão da Fibria e Suzano. Até novembro, segundo dados já divulgados pela Ibá, a produção somou 19,3 milhões de toneladas, avanço anual de 9,6%. Como a média mensal está em pouco mais de 1,7 milhão de toneladas, a previsão para o ano é atingir 21 milhões de toneladas.

 

A principal justificativa para o aumento da produção brasileira está na demanda ainda aquecida, no qual o consumo mundial de celulose tem crescido ao ritmo de 1,5 milhão a 2 milhões de toneladas por ano. Walter Schalka, presidente da Suzano, disse em novembro que o mercado de celulose deve crescer de 2,5% a 3% nos próximos anos.

 

O Brasil exporta a maior parte da sua produção, com avanço de 9,7% dos embarques de janeiro a novembro de 2018, para 13,23 milhões de toneladas, de acordo com a Ibá, ou US$ 7,5 bilhões FOB. A China é o principal destino, responsável por 42% do total das exportações, US$ 3,1 bilhões, crescimento de 42,1% de janeiro a novembro de 2018 ante 2017.

 

O aumento da produção brasileira foi favorecido ainda por um cenário de preços elevados da celulose, mesmo com uma correção vista no fim do ano passado. De janeiro a setembro de 2018, conforme a Fitch Ratings, o preço médio da celulose branqueada de eucalipto ficou em US$ 818 por tonelada, alta de 25% frente a igual intervalo de 2017. No fim do ano houve correção, para US$ 642,89 a tonelada na China, conforme o índice PIX, calculado pela Foex. Há quem diga no mercado, contudo, que essa queda foi temporária.

 

O BTG Pactual, em relatório divulgado no dia 18 de janeiro, justificou que ocorreu apenas um ajuste temporário dos estoques chineses. A perspectiva positiva também foi reforçada pela agência de classificação de risco Moody’s, que estima para 2019 preços em linha com a média praticada em 2018 e acima da média dos últimos cinco anos.

 

Outro ponto que reforça a projeção de que a queda dos preços é temporária é a ausência de projetos relevantes que aumentem significativamente a capacidade produtiva de celulose no mundo. O próximo já anunciado é o projeto Mapa, da chilena Arauco, que deve entrar em operação até 2021, com produção de 2,1 milhões de toneladas anuais, aumento de 1,27 milhão sobre a capacidade atual.

 

No Brasil, o ano de 2018 também foi marcado pela fusão entre Fibria e Suzano, com a criação da maior produtora global de celulose fibra curta. A estimativa é que a nova empresa terá capacidade produtiva anual de 11 milhões de toneladas. A combinação das operações e bases acionárias foi efetivada no dia 14 de janeiro, quando os acionistas da Fibria receberam a parcela em dinheiro de R$ 50,20, além de 0,4613 ação ordinária da Suzano. Além da troca de ações, a Suzano pagou R$ 27,8 bilhões pela Fibria.

 

Até 2021, segundo a Ibá, já estão anunciados investimentos próximos a R$ 14,5 bilhões pela indústria de celulose.


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