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Leilões podem ajudar na retomada de contratações


Fonte: Valor Econômico (29 de janeiro de 2019 )

As atividades de prospecção, exploração e produção de petróleo requerem um conjunto variado de bens e serviços. A consultoria Bain & Company realizou estudos que identificaram fornecedores para cada área da cadeia de exploração e produção. A fase de prospecção envolve estudos geológicos e geofísicos e atividades de perfuração, avaliação e perfuração de poços. Na fase da produção, há instalação das unidades de produção e de sistemas de coleta de óleo e gás. E a produção é a fase em que o óleo e o gás são coletados, que requer também manutenção.

 

Essa representação de segmentos surgiu de trabalhos desenvolvidos para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e para o Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) no início da década, detalhando as formas de contratação”, diz José de Sá, sócio da Bain & Company.

 

O que as operadoras de petróleo contratam diretamente está no primeiro nível de fornecedores. Há ainda as empresas que fornecem bens e serviços para os fornecedores de primeiro nível. “Esses estudos serviram para identificar os segmentos prioritários a serem desenvolvidos como EPCs e equipamentos submarinos (subsea)”, afirma Sá.

 

O estudo elenca empresas de aquisição de dados; interpretação e processamento; afretamento e operação de sondas; insumos para perfuração e completamento; apoio logístico e transporte aéreo; instalação de equipamentos subsea; construção, afretamento e operação de unidades produtoras; inspeção de dutos; manutenção; projeto, fabricação e instalação de módulos top side (superfície) para sondas e plataformas.

 

O estudo divide as empresas em três categorias: fornecedores especializados de primeiro nível, fornecedores diretos de segundo nível e fornecedores indiretos também de segundo nível. Empresas exclusivamente dedicadas ao setor de exploração e produção conectam as petroleiras aos fornecedores indiretos – além de se relacionarem com os diretos. Entre elas, estão players como SBM, Modec e Ocyan.

 

O estudo da AbesPetro aponta que Brasil é a região mais importante do mundo na indústria de petróleo em águas profundas e ultraprofundas – com as maiores reservas desse ambiente. O estudo destaca que a indústria nacional amadureceu desde a abertura do mercado, em 1998. Hoje estão instalados no Brasil praticamente todos os grandes fornecedores internacionais de bens e serviços para exploração e produção de petróleo e gás natural.

 

“Instrumentos de política industrial, como o conteúdo local, produziram uma ampla capacidade produtiva no país, mas pouca capacitação técnica fora do fornecimento para a Petrobras e as empresas são muito dependentes das demandas da estatal”, diz Telmo Ghiorzi, diretor da AbesPetro.

 

As crises do setor e da Petrobras afetaram a indústria. Segundo a AbesPetro, quase 270 mil empregos diretos e indiretos foram perdidos desde 2013, e, se nada for feito no curto prazo, o número pode chegar a 500 mil até 2020. Karine Fragoso, gerente de petróleo, gás e naval da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), diz que há ainda o movimento de fusão e aquisições de operadoras como BG e Shell e de fornecedores como G E/Baker Hugues e Technip/FMC.

 

“Com a retomada dos leilões e o estabelecimento de um calendário de longo prazo, a expectativa é de que voltemos a ver contratações para as novas campanhas exploratórias a partir do final de 2019, e que esse volume cresça consistentemente até meados da próxima década, quando devem chegar os investimentos no desenvolvimento da produção desses projetos”, afirma José Firmo, presidente do IBP.


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