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Em Davos, Doria busca investidores estrangeiros para o Metrô de SP, estradas, aeroportos e Butantan


Fonte: G1 (22 de janeiro de 2019 )
João Doria chegou nesta segunda-feira (21) em Davos, na Suíça — Foto: Reprodução/Facebook/João Doria

 

O governador João Doria (PSDB) chegou nesta segunda-feira (21) em Davos, na Suíça, onde vai participar de palestras do Fórum Econômico Mundial. Doria preparou um vídeo para mostrar o potencial de investimento do estado de São Paulo para investidores estrageiros. Ele busca atrair investidores para 20 aeroportos regionais, novas concessões para expandir estradas estaduais e para tornar o Instituto Butantã o maior produtor mundial de vacinas.

 

No vídeo promocional em inglês (veja o vídeo), o governo de São Paulo destaca as riquezas do estado como líder global de produção de açúca, etanol e suco de laranja, as exportações pelo Porto de Santos e ‘a força de trabalho mais qualificada do Brasil’.

 

  • E oferece aos investidores estrangeiros as parcerias para:
  • Tornar Instituto Butantã o maior produtor de vacinas do mundo
  • Investir em 20 aerportos regionais
  • US$ 270 milhões para explorar direitos de transporte e geração de energia nos rios
  • 260 km de linhas de trem intercidades e metrô
  • 650 mil m² para criar o Vale do Silício brasileiro (na região do Ceagesp)
  • Novas concessões para expandir a rede estadual de estradas

 

Segundo o Palácio dos Bandeirantes, Doria vai acompanhar o discurso do presidente Jair Bolsonaro e em seguida participa de seminário que terá os presidentes do Paraguai, Costa Rica, Colômbia, Equador e Peru.

 

Na quarta-feira (23), Doria vai dar uma palestra no evento que terá ainda as participações de Bolsonaro e dos ministro Paulo Guedes (Economia), Sergio Moro (Jutiça) e Relações Exteriores (Ernesto Fraga Araújo).

 

Também estão previstas reuniões do governador com diretores de empresas como General Eletric, Novartis, Enel e Bracell.

 

Na quinta-feira (24), Doria terá encontro com executivos da indústria farmacêutica Merck e da de telecomunicações At&T.

 

Projetos de concessões quando foi prefeito

Quando era prefeito de São Paulo, Doria também viajou para o exterior para oferecer oportunidades de investimentos na capital paulista para empresários estrangeiros. Em uma viagem a Dubai, nos Emirados Árabes, em fevereiro de 2017, Doria apresentou um projeto como ‘maior programa de privatização da história de SP” e oferecia negócios na concessão do Pacaembu, banco de dados do Bilhete Unico, concessão do Parque do Ibirapuera, Anhembi, Interlagos e termais de ônibus.

 

No entanto, os projetos de Doria para a cidade não saíram do papel. “Carro-chefe” da campanha e dos 15 meses à frente da Prefeitura de São Paulo de João Doria (PSDB), agora governador do Estado, o programa de desestatização avançou pouco no último ano.

 

Apenas o edital para a concessão do terminal de ônibus Princesa Isabel, no Centro da capital, foi publicado com sucesso em agosto passado, cuja abertura dos envelopes com as propostas está marcada para 28 de janeiro.

 

A Secretaria de Parcerias e Desestatizações diz que estão “na iminência de serem publicados” os editais de concessão do parque Chácara do Jockey e do estacionamento rotativo (Zona Azul), além da venda de imóveis.

 

Ao assumir o cargo, em janeiro de 2017, Doria pretendia vender o autódromo de Interlagos, na Zona Sul de São Paulo, e o complexo de eventos do Anhembi, na Zona Norte da capital, para a iniciativa privada, além de conceder a empresas outros equipamentos, como parques, mercados e pátios de estacionamento. Também prometeu finalizar a parceria público-privada para a iluminação da cidade.

 

No governo do estado de São Paulo, o ano eleitoral, dúvidas de participantes e decisões judiciais também impediram avanços nos programas de concessões.

 

A única a ser realizada foi a que envolveu duas linhas de transporte sobre trilhos, a 5-Lilás do Metrô e a 17-Ouro do Monotrilho. O consórcio formado pela CCR e pela Ruasinvest ofereceu R$ 553 milhões e venceu o leilão, ficando responsável pela manutenção e a operação das duas linhas pelo período de 20 anos, em um contrato estimado em R$ 10,8 bilhões. A proposta vencedora obrigatoriamente irá operacionalmente as duas linhas juntas.


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