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Antaq autoriza demolição de armazém de terminal graneleiro no Porto de Santos


Fonte: A Tribuna (2 de janeiro de 2019 )
Demolição do Armazém XLII integra projeto de modernização do TES, que irá ampliar a capacidade operacional para 6,5 milhões de toneladas anuais (Foto: Vanessa Rodrigues/AT)

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o órgão regulador do setor, autorizou a demolição do Armazém XLII (42 externo), que fica no Corredor de Exportação, na Ponta da Praia, no Porto de Santos. O galpão integra o Terminal Exportador de Santos (TES), e a obra faz parte do projeto de ampliação da capacidade de movimentação anual da unidade portuária, de 2,5 milhões para 6,5 milhões de toneladas.

 

O TES é uma joint-venture das empresas Louis Dreyfus Company (LDC) e Cargill Agrícola. No total, a previsão de investimentos na modernização do terminal é de R$ 400 milhões, e a expectativa é de que a instalação esteja operando com sua nova capacidade em quatro anos.

 

Segundo a empresa, o projeto prevê a construção de 11 silos de concreto na área do Armazém 38, que está em fase final de demolição.

 

Os primeiros a serem construídos serão os de número 5 e 6, que estão em fase de estaqueamento para posterior elevação das paredes. Esses silos, com diâmetro de 25 metros e altura de 45 metros, são para armazenagem de farelo de soja.

 

Já o 42 externo deverá ser demolido a partir de 2022. A ideia é construir um pátio de caminhões, com capacidade para mais de 60 veículos, mitigando interferências viárias no recebimento das cargas. Enquanto isso, o Armazém XL (40 externo) será reformado.

 

“Nossa meta é garantir a excelência nos nossos serviços de escoamento portuário, constituindo-se um elo logístico essencial para a cadeia do agro negócio de forma segura, respeitando o meio ambiente e as comunidades”, informou o TES.

 

Também estão previstos investimentos com foco na otimização das operações, que garantirão melhorias na gestão ambiental do terminal portuário. Entre eles, estão a troca dos carregadores de navios (shiploaders) e a instalação de correias enclausuradas.

 

Os novos shiploaders vão reduzir a emissão de partículas durante as operações, e ainda aumentar a produtividade dos embarques. A poluição é uma das principais queixas da população que vive no entorno da região do cais, e um dos maiores conflitos na relação Porto-cidade.

 

Terminal

O TES movimentou, no ano passado, 1,7 milhão de toneladas de produtos como soja, milho e farelo. Em 2016, o volume foi de 597.070 toneladas.

 

Em dezembro de 2015, a Louis Dreyfus Company e a Cargill arremataram o lote STS 04, em leilão realizado na Bolsa de Valores de São Paulo, e passaram a operar no local, agora rebatizado como TES. O arrendamento da área, de 46,8 mil m², tem prazo de concessão de 25 anos, prorrogáveis por igual período.

 

Nesse leilão, o grupo se comprometeu a pagar um total de R$ 303,069 milhões pelo direito de outorga. Houve um outro lance, de R$ 5 milhões, ofertado pela Agrovia S/A.


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