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‘Conheça o Porto’: O abastecimento de navios no complexo marítimo


Fonte: A Tribuna (3 de dezembro de 2018 )

Os navios que escalam no Porto de Santos – o principal complexo marítimo do Brasil, responsável por embarcar ou desembarcar a maior parte das importações e das exportações brasileiras – não vem à região apenas atrás de cargas ou passageiros. Muitas aproveitam a presença no cais santista para abastecer seus tanques de combustível.

 

As embarcações utilizam um produto especial em seus motores, o denominado óleo bunker. Na região, seu carregamento é realizado pela Transpetro, subsidiária da Petrobras, que tem instalações no complexo.

 

O combustível fica armazenado em tanques especiais da empresa, localizados em suas instalações em Santos e na vizinha Cubatão. Essas unidades são interligadas por cinco dutos – cada um com dez quilômetros de extensão. Com essa rede, eles ainda ficam conectados à Refinaria Presidente Bernardes, também em Cubatão.

 

Para que um navio seja abastecido, seus consignatários fazem uma solicitação à Transpetro. O pedido tem de ser apresentado com sete a dez dias de antecedência.

 

A requisição é atendida pelo Terminal Aquaviário de Santos da subsidiária da Petrobras, localizado na região da Alemoa, na Margem Direita do Porto. A unidade conta com uma rede de dutos que avança até o Píer da Alemoa. É nele, precisamente em seu berço 1, onde a empresa carrega sua frota – o navio Amalthia e barcaças (essas navegam com auxílio de rebocadores) – com o combustível encomendado. São essas embarcações que levam o bunker até o navio a ser abastecido.

 

A entrega do combustível deve ser realizada com cuidados específicos. Assim que as cargueiros que vão receber o combustível chegam ao Porto, são feitas verificações, como a da temperatura dos tanques. Apenas quando nenhum problema é observado, a operação é liberada.

 

O combustível é embarcado por uma mangueira que liga os tanques do navio a ser abastecido aos tanques da embarcação da Transpetro. Se for uma das barcaças, são necessárias de três a seis horas para concluir a operação. Se for o Amalthia (de maior capacidade), o trabalho leva 12 horas.


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