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Porto prepara remoção de terceira embarcação naufragada 


Fonte: A Tribuna (19 de setembro de 2018 )
Operação supervisionada pelo Ibama vai retirar todos os barcos naufragados (Foto: Carlos Nogueira/AT)

Dois dos sete barcos naufragados no Porto de Santos já foram retirados do mar. Uma terceira embarcação está sendo preparada para a remoção, o que deve ocorrer nos próximos dias.

 

Os trabalhos de extração dos destroços abandonados no cais santista começaram no final de julho, depois que a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) foi notificada a tomar providências pelo escritório local do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

 

Os primeiros a serem retirados da água foram o centenário batelão Japuí que já foi utilizado para a dragagem e cuja sucata chegou a ser leiloada, sem sucesso, pela Codesp, e o flutuante B IV.

“O Ibama está acompanhando todos os procedimentos para que estes navios que estão abandonados lá, há mais de 20 anos, não se tornem um problema maior. Tudo está indo de forma correta”, diz a agente ambiental federal Ana Angélica Alabarce, do posto local do órgão.

 

A agente explica que as carcaças dos naufrágios foram retiradas e levadas para uma área perto do Armazém 1, que recebeu todo um tratamento de contenção. De lá, as peças são levadas a outros pontos de destinação final.

 

Andamento dos trabalhos

A terceira embarcação a ser removida, outro flutuante, deve ser içada com ajuda de boias, para que toda a água em seu interior seja esgotada.

 

De acordo com a fiscal ambiental, pela complexidade da operação, os últimos a serem retirados do estuário devem ser dois pesqueiros, o Taio Maru e o Kaiko Maru, que naufragaram no cais santista em junho. Ambos estavam ancorados no cais do Armazém 8, no Paquetá. O incidente causou o derramamento de cerca de 100 litros de óleo no mar.

 

Segundo o Ibama, os pesqueiros eram uma garantia de um processo judicial trabalhista de uma empresa que faliu.

 

O grande problema enfrentado pelos técnicos é não ter a especificação das embarcações. No começo da remoção, a Autoridade Portuária chegou a içar um navio pesqueiro para que se esgotasse a água no local, mas a equipe descobriu que havia um lastro de cimento dentro do navio. Por conta deste peso extra, ele foi devolvido ao mar.

 

“A empresa contratada pela Codesp apresentou um plano. Para cada embarcação retirada, há um estudo, o acompanhamento de outras autoridades, como a Marinha, que precisa dar o aval para alguns procedimentos, inclusive com mergulhadores”, explica Ana Angélica.

 

Procurada para falar sobre os trabalhos de remoção das embarcações, a Codesp não respondeu até o fechamento desta edição.

 

Draga Copacabana

Os trabalhos para a retirada dos destroços da draga Copacabana também estão em andamento na outra margem do cais santista, em Guarujá. Em julho, durante o desmonte da embarcação para a remoção de sucata, aconteceu um derramamento de óleo.

 

Segundo Ana Angélica, a limpeza de todo o navio já foi realizada e a empresa responsável está recortando a embarcação para finalizar o serviço.


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