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Setor de cruzeiros prevê crescimento de 13% na próxima temporada


Fonte: Valor (29 de agosto de 2018 )

Os navios de cruzeiros que navegam na costa brasileira vão transportar pelo menos 13% mais turistas na próxima temporada, que começa na segunda quinzena de novembro e acabe na primeira quinzena de maio de 2019. A previsão é embarcar cerca de 400 mil pessoas, projeta o presidente da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Clia Brasil), Marco Ferraz.

 

Se as estimativas se confirmarem, será a segunda temporada de crescimento do setor, que acumulou cinco anos seguidos de retração. “A temporada passada [2017-2018] foi melhor que a gente esperava, mas ainda estamos muito longe de nosso potencial e mesmo do que já transportamos até 2011”, disse o representante do setor no Brasil, admitindo que o dólar valorizado pode afetar negativamente esse cenário de reação.

 

Na temporada 2017-2018, sete navios — das operadoras MSC Cruzeiros, Pullmantur e Costa Cruzeiros — embarcaram 350 mil pessoas, cerca de 15% mais que o registrado entre novembro de 2016 e maio de 2017. “Tivemos dois navios maiores e mais mini-cruzeiros, com três dias de duração”, contou.

 

Segundo o executivo, mesmo com a melhora do setor na temporada passada e a expectativa de manutenção dessa tendência positiva em 2018-2019, o país está ainda longe do pico de demanda, atingido em 2010-2011, quando 20 navios percorreram as costas brasileiras e transportaram 800 mil turistas.

 

“A recessão econômica e o encarecimento das operações no Brasil, por causa de impostos, taxas e inflação, levaram muitos navios para outros países”, afirmou Ferraz. Segundo ele, China, Austrália e Emirados Árabes estão com demanda aquecida. “A China e a Austrália, que tinham cada um cinco navios em 2010, hoje recebem por temporada mais de 60 navios dedicados”, citou.

 

De acordo com Ferraz, os custos de operação no Brasil são cerca de 40% mais elevados que a os praticados nesses países.

 

Estudo realizado pela FGV para a Clia Brasil, divulgado nesta quarta-feira (29) durante II Fórum Clia Brasil 2018 — na sede da Confederação Nacional do Comércio, em Brasília — apurou que o setor movimentou R$ 1,792 bilhão na economia brasileira na temporada 2017-2018, cerca de 11,5% mais que em 2016-2017, gerando 27,8 mil empregos.

 

“A gente poderia dobrar o impacto econômico e a quantidade de empregos se o país voltasse a ter os 800 mil cruzeiristas de anos atrás”, afirmou Ferraz.

 

O setor, disse, precisa de investimentos em infraestrutura, com portos mais equipados para receber navios de grande porte e mudanças na carga tributária, além de ajustes na legislação de vistos de trabalho.

 

No estudo da FGV para a Clia Brasil, cada turista que embarcou em um navio de cruzeiro na temporada 2017-2018 gastou em média R$ 2.214,00, ou 5,5% mais que na temporada anterior. O tempo médio de permanência em cada cruzeiro na temporada passada foi de 5,9 dias, ante 6,4 dias na temporada anterior.


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