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Greve dos estivadores afeta operações e imagem do Porto de Santos, diz Sopesp


Fonte: G1 (3 de agosto de 2018 )
Estivadores iniciam protesto de 72h no Porto de Santos, SP (Foto: Marcela Pierotti/G1)

Os estivadores avulsos e vinculados do Porto de Santos, no litoral de São Paulo, entraram no terceiro dia de greve nos terminais especializados de contêineres. A categoria reivindica, entre outras questões, mudanças de equipes operacionais e remuneração. A paralisação afeta a movimentação de cargas, mas, principalmente, cria uma imagem negativa do cais santista no exterior, segundo o Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp).

 

Nesta sexta-feira, o serviço dos trabalhadores, realizado em quatro terminais continua paralisado, segundo o diretor do Sindicato dos Estivadores de Santos, Sandro Olímpio da Silva, o Cabeça. “Continua a paralisação dos terminais Libra, Santos Brasil, Ecoporto e BTP. Se há algum tipo de operação, eles estão trabalhando de forma irregular, sem estivadores, com tripulação ou trabalhadores que não estão qualificados para realizar o serviço”, disse Silva.

 

O Sindicato dos Estivadores aguarda um relatório da Polícia Federal, que realizou uma vistoria em um dos terminais portuários para verificar sobre mão de obra irregular. O Sindicato dos Estivadores planeja encerrar a greve de 72 horas na manhã deste sábado.

 

O diretor diz que aguarda um posicionamento ou nova negociação do Sopesp. “Uma solução é a apresentação de contraproposta ou um pedido de reunião de conciliação judicial pelo TRT. Vamos protocolar um ofício no Sopesp informando que a greve se encerrará e, que o Sindicato está aberto à negociação. Vamos aguardar um retorno à mesa de negociação. Caso não haja uma resposta para que volte a negociar, vamos agendar com a categoria uma nova assembleia”, disse.

 

Reivindicações

A paralisação dos cerca de 2.500 trabalhadores foi aprovada em assembleia na última quinta-feira (26). Entre as revindicações dos estivadores estão as mudanças e equipes operacionais e remuneração. Eles pedem que as equipes de trabalhadores avulsos sejam reduzidas de 9 para 7 pessoas e que eles passem a ganhar remuneração fixa, ao invés de por produtividade. Além disso, solicitam que os vinculados tenham um reajuste real no salário, pois o aumento tem sido abaixo do índice nos últimos anos.

 

De acordo com os manifestantes, o Sopesp não respondeu às reivindicações dos estivadores e jogou a negociação deste ano para a data-base de 2019. Durante a manifestação, os estivadores entraram no terminal da empresa Libra e subiram a bordo de um dos navios atracados. Para garantir a segurança do local, a Polícia Federal e Guarda Portuária foram acionadas. Por conta da invasão, sete estivadores foram presos em flagrante pela Polícia Federal.

 

Empresas portuárias

Em nota, a Câmara de Contêineres do Sopesp disse que, no lugar da negociação coerente, o Sindicato dos Estivadores parte para atitudes de confronto, abusividade e ilegalidades. No lugar de buscar negociação, o Sindicato decidiu radicalizar, gerando greve que apenas cria confusão, impacta as operações portuárias, prejudicando a imagem e a competitividade do Porto de Santos.

 

Com relação à data base deste ano as empresas já aplicaram o reajuste das remunerações de todos os trabalhadores, vinculados e avulsos de estiva, com base no índice integral do INPC. No que se refere à proporção de escalação vinculados e avulsos, as empresas esclarecem que estão cumprindo integralmente o Acórdão do TST.

 

Mesmo com tal decisão, as empresas informaram ao Sindicato que estariam dispostas a analisar alguma proposta para utilização de avulsos a partir de março de 2019, quando passará a vigorar a livre requisição. Em 19 de julho, o Sindicato apresentou uma proposta, as empresas responderam que era inviável, porém reforçaram que ainda há tempo para continuar negociando até março.

 

As empresas de contêineres rechaçam a informação do Sindicato dos Estivadores, de que haveria utilização de mão de obra estrangeira. As empresas realizam suas operações, cumprindo todas as normas de segurança e com mão de obra brasileira e legalmente contratada.


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