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Portos e terminais inteligentes reduzem custos e melhoram


Fonte: Agência Porto (29 de junho de 2018 )

Ao longo dos últimos 50 anos, a indústria naval se reinventou, abrindo caminho para a conteinerização, embarcações maiores e intercâmbio eletrônico de dados. Apesar das melhorias, os aspectos das operações portuárias permanecem ancorados no passado, dependendo de sistemas manuais e baseados em papel.

 

O comércio global, no entanto, não está parado. O tamanho cada vez maior dos navios e os volumes de carga continuam a pressionar os portos, que passam a inovar para manter o ritmo. Os operadores precisam adotar uma mentalidade digital e implementar tecnologias de porta inteligente para permanecer eficientes e competitivos.

 

Um novo estudo da consultoria The Boston Consulting Group (BCG) sobre a digitalização do setor portuário mostra que no porto de Hamburgo, na Alemanha, por exemplo, iniciativas abrangentes de portos conectados fazem parte de um plano para dobrar a capacidade – mas não o espaço – até 2025, reduzindo custos operacionais e logísticos para os proprietários de cargas.

 

As tecnologias inteligentes são sistemas multissetoriais baseados no digital. Os diferentes setores de um porto podem usar essas tecnologias para reconfigurar funções e melhorar as operações existentes sem grandes investimentos. As tecnologias inteligentes incluem sistemas que suportam a infraestrutura básica, como ferramentas para manuseio de carga, gerenciamento de tráfego, manuseio da alfândega, garantia de segurança e monitoramento do uso de energia. Alguns beneficiam a gama de parceiros portuários, enquanto outros apoiam parcerias específicas entre uma autoridade portuária e operadores de terminais, por exemplo.

 

Os sensores inteligentes ajudam as autoridades portuárias e os operadores a rastrearem, operarem e manterem a infraestrutura física e as instalações que gerenciam. Sensores que são incorporados em paredes de cais, estradas, ferrovias e pontes transmitem dados em tempo real sobre as condições de operação de berços e outras infraestruturas. Usados dessa maneira, eles podem reduzir a necessidade de inspeções anuais e fornecer dados que ajudem a programar a manutenção preventiva com mais precisão. Muitos sistemas de monitoramento de saúde estrutural custam uma fração das próprias estruturas e isso pode significar um retorno sobre o investimento (ROI) relativamente rápido em países onde o custo da mão de obra é alto.

 

Sistemas confiáveis também podem garantir que os guindastes e outros equipamentos de manuseio de carga operem com eficiência máxima e sejam mantidos adequadamente, ajudando os operadores de terminais a lidar com volumes maiores e melhorar a produtividade. Um terminal de contêineres no porto de Valência, na Espanha, está testando uma dessas redes. São “Caixas pretas” instaladas em 200 guindastes, caminhões e empilhadeiras, coletando informações sobre localização, status das operações e consumo de energia. O sistema analisa as informações em tempo real e as compartilha com a equipe do terminal para identificar os gargalos operacionais e iniciar a ação apropriada. Os desenvolvedores do protótipo estimam que ele poderia reduzir em até 10% os custos operacionais, reduzindo o tempo.


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