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Brasil deve ter maior cota de exportação aos EUA


Fonte: Informativo dos Portos (3 de maio de 2018 )

O governo brasileiro espera, ainda nesta segunda-feira, um comunicado de Washington sobre o que acontecerá com as sobretaxas de 25% e 10%, respectivamente, às importações de aço e alumínio de um grupo de mercados exportadores. Hoje é o último dia de vigência das isenções temporárias para Brasil, Austrália, Argentina, União Europeia e Coreia do Sul, que passaram as últimas semanas negociando com autoridades americanas sua exclusão da mais recente medida protecionista do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A expectativa é que sejam criadas cotas de exportação para esses países.

 

De acordo com fontes envolvidas na negociação, o Brasil será beneficiado na cota com uma permissão de exportação de produtos siderúrgicos maior que o estimado a outros mercados exportadores, como as nações europeias e a Argentina, por exemplo. Uma das razões é que mais de 80% do aço que vai para o mercado americano são semi-acabados. Também conta, além da diplomacia brasileira, o peso do lobby que as empresas americanas importadoras de aço do Brasil fizeram junto à Casa Branca, para que o país entrasse na quota de maneira melhor que outras nações.

 

Assim, se por um lado o Brasil não será totalmente excluído da sobretaxa, como desejava a indústria brasileira, por outro lado não viverá o pior cenário, disse uma fonte. No ano passado, as exportações de aço para os EUA somaram de US$ 2,6 bilhões.

 

A criação de cota de exportação também é esperada pelo setor de alumínio.

 

– Para nós, há duas opções: ou cota de exportação, ou a sobretaxa de 10% para o alumínio – disse o presidente da Associação Brasileira de Alumínio (Abal), Milton Rego.

 

Em meados deste mês, durante reunião com o ministro das Relações Exteriores, Aloyzio Nunes, em Lima (Peru), o secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, deu a entender que seria mais fácil para o Brasil ser excluído das sobretaxas, se optasse por limitar suas vendas ao mercado americano, principalmente de produtos siderúrgicos. Ross citou como exemplo a Coreia do Sul, que concordou em reduzir em 30% duas exportações.


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