SOPESP NOTÍCIAS

Home   /   Mercado   /   Petróleo sobe com tensão geopolítica

Petróleo sobe com tensão geopolítica


Fonte: Valor (13 de abril de 2018 )

Descolado dos fundamentos econômicos que o guiavam até então, de oferta e demanda mundial, o petróleo disparou nos últimos dias puxado pelas tensões geopolíticas. Antes o Estados Unidos aparecia como fiel da balança, pressionando os preços por conta do avanço das produtoras do xisto e, agora, também é o denominador comum: as medidas de Donald Trump são apontadas como a causa desse movimento de valorização.

 

Até ontem, durante abril, o segundo contrato do barril do Brent, referência mundial, sobe 3,1% na ICE Futures de Londres, para US$ 71,46, enquanto o WTI avança 2,9% na Nymex, de Nova York, para US$ 66,74. Se for levado em conta apenas os últimos três dias de negócios, a alta é bem mais intensa, de 7,2% e 7,5%, respectivamente.

 

“Como analistas que tratam primordialmente de oferta e demanda, estamos desconfortáveis com o movimento de agora porque os dados estão dominados por política”, ressalta o banco alemão Commerzbank, em nota. “Os holofotes estão sobre o provável ataque militar do Ocidente ao regime sírio. O risco não só de um contra-ataque da Rússia como de uma postura mais ativa dos Estados Unidos no Oriente Médio impulsionam os preços.”

 

Há alguns anos o petróleo americano vem ganhando protagonismo no mercado. Primeiro, com os custos cada vez menores de exploração no xisto, que incentivaram o aumento da produção local – culminando na superação do recorde histórico de 10 milhões de barris por dia na virada de 2017 para 2018 – e ajudaram a derrubar a cotação do barril. Mas, recentemente, observa-se o protecionismo de Trump e suas ameaças geopolíticas.

 

Em um horizonte mais longo, contando desde o fim de fevereiro, o Brent tem ganhos de 10,4% e o WTI, de 8,6%. No ano, a alta é de 7,6% e 10,4%, respectivamente.

 

“Analisando a magnitude desse repique nos preços durante as últimas semanas, acreditamos que o mercado esteja muito mais influenciado pelas mudanças de sentimento do que por fundamentos econômicos de longo prazo”, escreve Norbert Rücker, do banco suíço Julius Baer, em relatório. Para ele, o sentimento tem sido pendular, variando de otimista para pessimista em ciclos muito mais curtos, de meses, que no passado durariam muito mais.

 

A corretora australiana ANZ Research ressalta também outro risco geopolítico para o petróleo: o acordo nuclear do Irã. A chance de Trump negar a assinatura em 12 de maio está cada vez maior, diz a instituição. “Quase 1 milhão de barris por dia de petróleo pode ficar fora do mercado internacional”, acrescenta.


Mais lidas


  Estivemos presente na primeira Expo Retomada – Evento Teste Oficial autorizado pelo Governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura Municipal de Santos, para falarmos sobre a reabertura dos eventos.   Nosso Diretor-Executivo, Ricardo Molitzas participou no 3º Painel: “Novas oportunidades de gestão para o setor de eventos” ao lado da Sueli Martinez […]

Leia Mais

Os assistidos pelo Instituto Portus de Seguridade Social, o fundo de pensão dos portuários, obtiveram importante vitória na Justiça. O juiz José Alonso Beltrame Júnior, da 10ª Vara Cível de Santos, concedeu liminar em que determina a suspensão do aumento na contribuição dos participantes da ativa e aposentados.   A ação civil pública foi promovida […]

Leia Mais

Através de um investimento de 100 milhões de euros, a Tesla irá entregar os dois primeiros navios porta-contêinereselétricos à Holandesa Port-Liner, em Agosto.   Após a entrega, a Tesla entregará ainda mais seis navios com mais de 110 metros de comprimento, com capacidade para 270 contentores, que funcionarão com quatro caixas de bateria que lhes […]

Leia Mais