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Lideranças do Porto de Santos querem nova gestão na dragagem


Fonte: A Tribuna (19 de setembro de 2017 )

A 15ª edição do Santos Export – Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos, realizado nas últimas segunda (11) e terça-feira (12), na Cidade, trouxe uma constatação de operadores, armadores e entidades que atuam no cais santista. A necessidade de definição de um novo modelo de contratação da dragagem para o complexo marítimo foi unanimidade entre os participantes do seminário.

Promovido pelo Grupo Tribuna e pela Una Marketing de Eventos, a próxima etapa do evento será uma viagem ao Porto de Antuérpia, na Bélgica. No fim deste mês, uma comitiva de empresários e autoridades do cais santista fará vistorias no segundo maior complexo portuário da Europa. O plano é conhecer práticas bem sucedidas do complexo belga e aplicá-las em Santos.

“O Santos Export tocou em um drama, que é a dificuldade de fazer aquilo que é essencial para fazer qualquer porto do mundo funcionar bem, que é manter a profundidade correta do canal (de acesso aquaviário). Em função das novas tecnologias que vêm chegando a cada momento, os navios vêm ganhando porte. Esse é um tema que talvez seja uma virada de página na forma como o País encara o desafio da dragagem”, afirmou o deputado federal João Paulo Papa (PSDB–SP), presente no fórum.

Também participante do seminário, o presidente do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp), João Almeida, destacou o quanto o problema é antigo. “Um livro de 1925 já falava dos problemas da dragagem do Porto de Santos. Nesse ano, o Brasil perdeu um grande contrato de café porque os navios de maior porte não conseguiam chegar no Porto de Santos. Então, a gente vem falando de dragagem há mais de um século no Porto de Santos”.

Já o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Mario Povia, que integrou um dos painéis do Santos Export, é taxativo ao destacar a necessidade de uma revisão do modelo de contratação da dragagem. “O serviço exige execução perene ou minimamente adequado. Não pode depender de dotação orçamentária, de renovação de licenciamento ambiental em data incerta, de decisão judicial para liberar certame licitatório em ações dos concorrentes. Não pode ficar a mercê de paralisação de obras por meio de ações, seja do Ministério Público ou de órgãos de controle externo. Não é possível que a realização do serviço seja submetida a interesses de empresas que prestam serviço de dragagem e não raro dificultam a realização de contratos”, destacou.

Até o diretor-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), José Alex Oliva, outro debatedor do fórum, admite as dificuldades enfrentadas para a contratação da dragagem do Porto.

“Todos nós sabemos a dificuldade que é fazer gestão em uma empresa pública onde somos obrigados a cumprir a lei. Nós só podemos fazer o que a lei determina, diferente da iniciativa privada, que pode fazer tudo aquilo que a lei não proíbe. Fazer uma licitação de dragagem tem todo um rito, um tempo, recurso. Por mais eficiente que nós possamos ser, a licitação de dragagem, na melhor das hipóteses, não demora menos de três ou quatro meses”, disse o executivo.


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