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Projeto envolvendo o Porto promete reduzir o preço do transporte dos fertilizantes


Fonte: G1 (5 de setembro de 2017 )

Os fertilizantes importados de outros países poderão ser transportados por meio de ferrovias do Porto de Santos, no litoral de São Paulo, até a cidade de Rondonópolis, em Mato Grosso, considerada uma das mais expressivas do agronegócio brasileiro e a maior consumidora de adubos. Os vagões esvaziados em Santos poderão voltar carregados com fertilizantes, o que deve baratear o custo da cadeia logística e pode trazer vantagens econômicas para o consumidor.
Atualmente, o Brasil importa a maior parte dos fertilizantes usados no país. Segundo um levantamento da Associação dos Misturadores de Adubos do Brasil (AMA Brasil), cerca de 8 em cada 10 toneladas de fertilizantes utilizados em 2016 veio de outros países.
Os fertilizantes saem dos portos do Sul do país e seguem, por meio de rodovias, para o Mato Grosso. O Estado utiliza cerca de 20% do total de fertilizantes que entram no Brasil, se tornando o maior consumidor desses insumos.
Porém, verificou-se que o principal corredor de exportação de grãos, o Terminal do Porto de Santos (SP) e o Terminal Multimodal de Rondonópolis (MT), poderia ser aproveitado também para o transporte dos fertilizantes utilizando uma logística que reduziria os custos para o consumidor.
Uma  empresa do setor ferroviário do país, desenvolveu um projeto para que um novo modelo de transporte de fertilizantes comece a operar em abril do ano que vem. Na maioria das vezes, os vagões saem da região Centro-Oeste carregados de grãos, rumo ao cais santista, e retornam vazios.
“São cerca de 18 milhões de toneladas de grãos por ano para Santos e a gente não aproveita os vagões, sendo que tínhamos a opção de voltar com fertilizantes. Já fazemos esse percurso, o custo para eu voltar com o fertilizante é quase zero. Vamos investir cerca de R$ 200 milhões para viabilizar a logística”, explicou Raphael Túlio, gerente comercial de açúcar e fertilizantes da empresa do setor.

O investimento contempla obras de ampliação que darão ao terminal de Rondonópolis uma capacidade de descarregamento de 7,5 milhões de toneladas de fertilizantes ao ano. A previsão da empresa é que, em 2018, sejam descarregados entre 1 milhão e 1,5 milhão de toneladas de fertilizantes, atingindo 2,5 milhões de toneladas em 2020.
A utilização do modal ferroviário deve reduzir o custo da cadeia logística e trazer vantagens para o consumidor. Atualmente, o transporte para as áreas de produção agrícola é feito, principalmente, por rodovia, o que encarece o preço final do produto.
“O transporte ficará cerca de 25% mais barato. Além da redução do custo do modal ferroviário, por estar movimentando uma massa muito grande, conseguimos negociações competitivas de custo portuário. O principal benefício é para os clientes e para o produtor final porque o valor será mais competitivo. Será a opção mais barata que traz o fertilizante de Santos. Ele irá mudar o modelo de fertilizantes no país”, afirmou Túlio.


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