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Câmara Setorial de Navegação pedirá que Codesp divulgue profundidade do canal do Porto de Santos mensalmente


Fonte: ACS (6 de julho de 2017 )

Após dois navios ficarem praticamente presos no canal do Porto de Santos no último dia 29, por falta de profundidade para deixar o terminal onde estavam atracados, integrantes da Câmara Setorial de Navegação da Associação Comercial de Santos (ACS) pedirão oficialmente à Codesp (estatal que administra o Porto de Santos) que ela faça mensalmente a batimetria (medicação da profundidade do mar) e torne a informação pública.

A decisão foi tomada durante reunião da Câmara Setorial, realizada no Sindamar (Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo), em razão das obras de modernização que ocorrem na ACS desde dezembro do ano passado.

De acordo com o coordenador da Câmara, Mauro Sammarco, nos próximos dias será enviado um ofício à diretoria da ACS, para que o pedido seja redigido e entregue durante reunião extraordinária do Conselho de Administração da Codesp.

“Vamos exigir providências à Codesp para que não volte a ocorrer um problema semelhante em relação à dragagem, pois acreditamos que houve irresponsabilidade administrativa. A Codesp tinha o resultado da batimetria, que apontava o assoreamento da Área 1, o que causou o problema com os navios, que poderia ter sido bem pior. Queremos que as medições sejam feitas mensalmente e, assim que saírem os resultados, eles se tornem públicos para que as empresas que atuam no Porto saibam qual é a situação do canal”.

Sammarco diz, ainda, que apesar de os navios conseguirem sair do terminal, até agora o canal está assoreado. “O calado diminuiu, navios estão embarcando com menos carga, os que estão chegando não estão atracando. É preciso que sejam tomadas medidas para que isso não ocorra mais”.

O presidente da Praticagem, Nilson Ferreira, que também participou da reunião, explicou que o Canal do Porto de Santos é uma bacia sedimentar, ou seja, os sedimentos estão sempre sendo depositados, o que leva a uma mudança constante na profundidade do canal.

Isso ocorre porque a natureza vai repondo o material que é retirado. Em Santos, há demora para acompanhar essa batimetria, o que pode gerar problemas como o que ocorreu com os navios”.


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