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Importados ganham espaço na produção da indústria


Fonte: Folha (19 de junho de 2017 )

Segundo o jornal Folha de São Paulo, com o câmbio mais estável e atrativo e o aumento da fabricação de bens duráveis, as importações de insumos tiveram neste ano a maior participação na produção industrial brasileira para um primeiro trimestre desde 2005.

De janeiro a março, a indústria usou em sua produção 14% a mais de bens intermediários comprados de outros países ante mesmo período de 2016, segundo dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

A expansão na importação é reflexo, em parte, do desempenho da produção de bens duráveis, como automóveis e eletrônicos, que cresceu 8,7% de janeiro a abril deste ano, aumentando a demanda por esses insumos.

Sinaliza também que a maior estabilidade do dólar em relação ao real vem levando a indústria a apostar mais nos importados para suprir sua demanda.

No primeiro semestre de 2016, em meio ao cenário político conturbado que culminou no impeachment de Dilma Rousseff, a forte valorização do dólar e a própria turbulência econômica inibiram compras de outros países.

TEM IMPORTADO NA INDÚSTRIA
Insumos importados têm maior participação no 1º trimestre desde 2005

“De meados do ano passado para cá houve uma certa estabilização do câmbio em um patamar que não é proibitivo às importações, de R$ 3, R$ 3,30. E o fato de ter previsibilidade também ajuda bastante”, diz Fernando Ribeiro, pesquisador do Ipea.

Para Rafael Cagnin, economista do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), esse aumento de participação tem a ver com a recuperação da produção de segmentos em que o uso de importados de maior valor agregado é alto.

Outro fator, na avaliação do economista do Iedi, é o bom momento da produção agrícola, que eleva a importação, por exemplo, de defensivos agrícolas e fertilizantes.

O cálculo da fatia dos importados na indústria é feito dividindo-se a quantidade de produtos comprados de outros países pelo chamado consumo aparente da indústria, que exclui as exportações para medir melhor o impacto na atividade econômica dentro do país.

RECUPERAÇÃO LENTA

Se por um lado a alta do peso desse tipo de importado na produção é positiva, pois indica recuperação de parte da indústria, por outro a avaliação é que acaba deixando a reação da economia como um todo um pouco mais lenta.

“A integração com outros países é um processo bom para os países. Mas em períodos de recuperação, quanto mais elos internos da cadeia favorecerem um ao outro, mais rapidamente a recuperação acontece”, afirma Cagnin. “Quando isso não ocorre, há um escape do dinamismo da economia.”


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